ESPECIAL FEDERAÇÕES: a história do voleibol no Paraná
30/03/2021 - 15:12

Mais de 65 anos de história, mais de 50 competições oficiais, 2.294 atletas e profissionais e 49 instituições federadas. Assim é escrita a trajetória do voleibol paranaense. Tamanho sucesso possível com uma peça-chave: a Federação Paranaense de Voleibol (FPV). Essa é um série especial, que a cada semana apresentará uma federação esportiva do Paraná, seus projetos, números e parcerias com o Governo do Estado, por meio da Superintendência do Esporte.

 

Criada em 10 de abril de 1953, a FPV tem a missão de promover a prática de voleibol no estado, coordenando, normatizando e realizando competições que propiciem o desenvolvimento da modalidade. Em mais de seis décadas, ela desenvolve a prática do esporte nas modalidades voleibol, vôlei de praia e vôlei sentado com competições em várias categorias em âmbito regional e estadual.

 

“A Federação Paranaense de Voleibol busca estar entre as melhores do país com seus atletas e seus profissionais. Nos tornamos grandes por valorizar nossos atletas e treinadores e por proporcionar competições para desenvolvimento de todos”, afirma presidente da FPV, Jandrey Vicentin. "Nossas competições têm estrutura de Arena, ou seja, similar à Superliga”, complementa.

 

NÚMEROS - No ano passado, a FPV – assim como ocorreu com a maioria da cadeia produtiva do esporte – não pôde realizar todas as competições previstas no calendário. Apesar das dificuldades por causa da pandemia, a federação atingiu a meta de 2.200 atletas associados, treinados por 94 técnicos registrados e atuantes que conduzem as equipes que estão espalhadas em várias regiões, dentre os 49 filiados que disputam competições organizadas pela entidade.

 

Em 2019, a FPV realizou mais de 50 competições. Entre elas estão Paranaense, Supercopa Paraná, Campeonatos Regionais, Taça Curitiba, Circuito Paranaense de Vôlei de Praia e Superpraia. O diferencial dos eventos da entidade é que ela realiza competições desde as categorias de base até os campeonatos adulto. Por exemplo, o Paranaense é dividido em 21 competições, que vão desde o sub-14 até a disputadas no adulto, com série A e B, tanto para masculino como para feminino.

 

Para o técnico Luiz Fernando Leão Morais e Silva, o Nando, que foi federado como atleta por 12 anos e atua como técnico há 10 anos pelo Círculo Militar do Paraná, o número expressivo de competições paranaenses durante o ano é um diferencial para o desenvolvimento tanto dos atletas como dos profissionais. “Vejo o voleibol do Paraná em ascensão e como um dos melhores do Brasil, revelando vários atletas a nível nacional e internacional”, destaca.

 

O sonho de participar da Superliga, principal competição nacional de vôlei de quadra, faz parte da rotina dos envolvidos diretamente com as ações do voleibol. Para Rafael Henrique de Mattos Murilho, atleta e árbitro, a meta foi atingida em 2019/2020. Ele justifica a conquista pessoal devido à visibilidade dos campeonatos paranaenses que abriram portas para atuar fora do estado. "Certamente o Paraná está entre os quatro melhores do país, ao lado dos grandes núcleos (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais). Poucos estados têm campeonatos estaduais com equipes em todas as categorias e com primeira e segunda divisão. A necessidade de ter segunda divisão mostra o grande número de participação", ressalta Rafael.

 

CAPACITAÇÃO - Além das competições, a FPV desenvolve cursos de capacitação para treinadores e de capacitação, formação e atualização de arbitragem. Segundo Vicentin, os cursos ajudam o Paraná a ter especialistas em voleibol com novas tendências de treinamento e eficácia. Só em 2019, com objetivo de ampliar o quadro de profissionais para atuarem nos jogos promovidos pela federação e seus parceiros, foram realizados cinco cursos de arbitragem, capacitando 138 pessoas. Além disso, cursos para atualização do quadro de arbitragem também tiveram início neste período.

 

ARBITRAGEM E PARCERIA - A arbitragem da FPV atua em competições por ela promovida, além das da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), e também das promovidas pelo Governo do Estado, SESC, SESI e prefeituras parceiras. Entre as competições que atua com o Governo do Paraná, estão Jogos de Aventura e Natureza, Jogos Universitários do Paraná, Jogos Abertos do Paraná e Jogos Abertos Paradesportivos, seja com a cessão de árbitros ou com a organização de etapas. 

 

GERAÇÃO OLÍMPICA - Desde o início do programa Geração Olímpica, em 2011, até a edição passada, em 2020, foram 1.258 bolsas ofertadas para atletas e técnicos do vôlei de praia, voleibol e vôlei sentado. Vicentin ressalta que o programa contribuiu para o desenvolvimento do voleibol no Paraná. Com as bolsas, os atletas permaneceram no estado e fortaleceu o crescimento técnico da modalidade.

PANDEMIA - Em relação ao ano passado, o presidente da federação enfatiza que "as bolsas foram fundamentais para muitos atletas e técnicos que enfrentaram dificuldades na pandemia". Ele ainda lembra que as modalidades de base serão as mais afetadas com as paralisações de treinos e competições. "Será preciso investir ainda mais nas categorias de base para termos a continuação do desenvolvimento do voleibol no Paraná. Neste momento, seguimos em estado de hibernação até tudo passar", finaliza.

 

MAIS INFORMAÇÕES E CURIOSIDADES:

  • Paraná na Superliga: Feminino – Curitiba Vôlei (Série B); São José dos Pinhais/AIEL (Série B); Amavôlei Maringa (Série B – disputando o campeonato ainda). Masculino – Caramuru (Série B); SMEL Araucária/ASPMA/Berneck (Série B).
  • Na edição dos Jogos de Aventura e Natureza de 2019, na etapa Guaratuba, a FPV bateu recorde de inscrições de atletas no vôlei de praia: 176. Naquele ano, o total de inscritos foi 536.
  • Em 2019, os Jogos Abertos do Paraná tiveram 2.215 atletas e 169 equipes na modalidade de voleibol. Os Jogos Abertos Paradesportivo tiveram 58 atletas e cinco equipes na modalidade de vôlei sentado. Por fim, os Jogos Universitários tiveram 295 atletas e 42 equipes.
  • HALL da fama da FPV: Emanuel Rego (Curitiba/vôlei de praia); Gilberto Godoi – Giba – (Londrina); líbero Serginho (Diamante do Oeste), Lipe (Curitiba), Marlon (Guaíra), Mari (Rolândia), Samuel (Curitiba), Natália (Ponta Grossa), Ágatha (Paranaguá) e os técnicos Rubinho (assistente da seleção masculina adulta e de base), Percy Oncken (eneacampeão mundial juvenil) e Fabiano Magoo (técnico da seleção brasileira sub-18 masculina).

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